19 julho 2018

O retorno da logomania e o que está por trás da vontade de usar uma marca estampada




Diga-me com que marca andas e eu te direi quem és...
Mais um ciclo da moda se completa, isso significa que mais uma trend de tempos passados volta à tona. Desta vez, é a logomania, tendência que se estabeleceu principalmente no início dos anos 2000 e que faz o seu retorno triunfante sustentado pelas maiores marcas do mundo, como Chanel, Dior, Fendi, Chloe e muitas outras que seguem o mesmo caminho.
Essa mania de usar grandes marcas estampadas nas roupas, bolsas e acessórios, nasceu no final dos anos 80, quando os jovens entraram no mercado de trabalho e tornaram-se os empresários da vez. Mulheres e homens no auge dos seus 30 anos chegavam à cargos executivos disputados e passavam a ter acesso à altos salários.
Nesta época, a imagem de poder era a mais desejada. Usar roupas de marcas renomadas passa a ser símbolo do “cheguei lá”, e bolsas como a famosa Neverfull, da Louis Vuitton, ou as clássicas da Chanel, se transformaram em verdadeiros troféus e podiam facilmente ser reconhecidas por todos, entregando a seu dono o status de “sucesso”.
Mais tarde, já nos anos 2000, esses valores se estenderam e as empresas passaram a se posicionar de diferentes formas, na qual cada uma tinha um significado diferente. Escolher uma marca para estampar o corpo significava uma séria de escolhas e de status e o ideal era ser fiel a uma, ou algumas delas, pois isso demonstrava uma personalidade forte. Mas a verdade é que, usar logomarcas, passavam muito mais pelo plano dos sonhos e desejos, do que pela “real personalidade”.
Hoje a logomania volta com direito a “dança das cadeiras”, você não precisa se prender à uma única “identidade” de marca porque a geração atual entende que desempenhamos diversos papéis e que a mudança faz parte do nosso estilo de vida, o que o sociólogo Bauman chamaria de “modernidade líquida”.
O que não muda é o desejo de usar uma marca para tentar se definir e pegar emprestado os valores de uma empresa para se autopromover. Em tempos de valorização da moda sustentável e retorno às origens como moral à ser seguida, a volta da logomania parece ser um paradoxo fashionista. Qual é a sua opinião sobre essa tendência? Vai usar? Não vai usar? Gosta? Me conta aqui nos comentários.











05 julho 2018

Dossiê Paris Inverno 2019: 5 tendências para ficar de olho


A última semana de moda do catálogo do prét-à-porter – que começa sempre em Nova York, passa por Londres, Milão e então, Paris – é também a mais esperada. A capital francesa carrega a tradição da moda desde o seu surgimento na Idade Média, além de ser o berço e casa da Alta Costura.
Nomes estratégicos para observar tendências como Yves Saint Laurent, Valentino, Dior, Balmain e Givenchy (entre muitos outros), são franceses. Além disso, marcas importantes de outras nacionalidades, acabam, por escolha, desfilando por lá, como é o caso de Stella McCartney e Alexander McQueen.
Hoje, eu fiz um dossiê com cinco tendências que foram destaque na Semana de Moda Parisiense com tendências para o outono/inverno 2018/2019. Embora pareça que ainda está longe (no hemisfério norte só começa em outubro, a gente sabe quer saber ( e usar) tudo antes de se tornar algo muito repetitivo. Embora as coleções sejam de inverno (o que não é muito o nosso lance aqui no Ceará), todas elas podem ser adaptadas para o nosso clima e usadas em detalhes. Olha só:


Doce Retorno
As candy colors (ou cores doces) estão de volta. O rosa chiclete é o tom fofo da temporada, aparece principalmente em looks ultra femininos, com babados e tecidos armados. Para quem ama essa cor, pode ser usado no look completo. Para quem não quer apostar muito, pode ser usado nos acessórios.



 Curtinho Comportado
A tendência que mais se repetiu e aparece em praticamente todos os desfiles, foi a do vestido curto com mangas longas. A saia é curtíssima, no estilo Mary Quant, quando a estilista criou a saia de 30cm, nos anos 60. Mas para compensar as pernocas de fora, as mangas são longas, hora coladas, hora bufantes. Aquela trend que a gente pode usar sem medo no verão. Vamos nessa?


 Na Luta
O Militarismo é alvo das tendências de inverno, principalmente quando falamos de casacos e cores. O verde é a cor mestra, mas outros tons terrosos, como o caramelo, o telha e o laranja, também foram destaques de variados desfiles. Em termos de modelagem, o utilitarismo é a palavra de ordem. Casacos com botões metálicos aparentes, bolsos quadrados expostos e vestidos prontinhos para ir à luta.


 Brilho Neon
É para deixar a turma da moda ligada!! O neon faz o seu retorno, ainda tímido. Entra, de fininho, nos detalhes das roupas ou em uma única peça do look. Essa é a tendência perfeita para apostar em acessórios. Vale ousar no sapato (lembram dos scarpins amarelos que bombaram há cerca de 5 anos?), na bolsa, ou nas bijus. Eu adorei a proposta da Balenciaga em coordenar o top neon com a saia em marinho. É hora de criar as nossas propostas. Quem ai ainda guarda uma peça neon no closet?




Piratas dos Caribe
Um mergulho no universo navy de uma forma bem delicada, foi a aposta de alguns nomes fortes da moda Parisiense. Na Louis Vuitton, o designer Nicolas Ghesquiere traz os uniformes navais misturados com franjas, na Balmain, vestidos colados ganham ilhoses e fios entrelaçados, enquanto YSL aposta numa estética pirata em preto total. O certo é que fios soltos, correntes e ilhoses aparecerão de diversas formas.