18 fevereiro 2019

Kate Spade NY em 7 looks

Desde que a designer Nicolas Glass assumiu a direção de estilo da Kate Spade e lançou sua primeira coleção em setembro do ano passado (primavera/verão 2019), ficou claro que a marca ía mudar de rumo. Em uma matéria do site Fashionista, a jornalista Tyler McCall comenta que até o prédio do escritório da marca foi todo reformado e ganhou ares mais modernos e inclusivos.
O fato é que a nova Kate Spade é menos burguesa, menos delicada e mais conectada com as mulheres reais (leia-se mulheres que trabalham e vivem uma dia a dia mais próximo das mulheres de classe média).
No desfile de inverno 2019/2020, que aconteceu agora, durante a Semana de Moda de Nova York, a designer se inspirou claramente na moda dos anos 1970, mas com uma pegada bem classuda.
Separei aqui sete looks instigantes que são uma mistura de tendência + olhar criativo.

1. Cheio de Mostarda
Vamos falar de cores! Se existe um tom de amarelo lindo nesse mundo, com certeza é esse mostarda. Mais interessante ainda nesse vestido mini em cetim de seda. Vai ficar ainda melhor com os botões abertos fazendo um decote em "V".




2. Lilás Mania
Continuando nas cores... o lilás deveria ter sido a cor do ano passado, ou pelo menos foi o que a Pantone apontou. Mas, o que eu percebo é que a cor está entrando agora com mais força.


3. É animal!!
O animal print vem com tudo! Em todas as versões. Eu amei esse print de oncinha com tons bem claros, o que deixou a estampa delicada. Melhor ainda quando combinada com a estampa de cobra, também em fundo amarelo, na bolsa.


4. Tudo azul
Para ficar azulzinho... ou azulão? Tanto faz, porque o azul clarinho caminhando para o lilás, assim como o azul bic são duas apostas para 2019.


5. É tendência e é real!
Duas bolsas. Não é só uma questão fashionista, toda mulher que vive uma vida atarefada já se viu correndo por aí agarrada em duas bolsas (heheeheh, quem nunca? E quando se tem filhos, então?)
A moda que vem da rua já virou truque de estilo em desfiles e no street style.


6. Texturinha boa
O próximo inverno vai fazer a gente se apaixonar de novo pelo veludo e pelo cutelê. Sim, eles estão de volta e o melhor: em cores nunca vistas antes. É hora de ousar!

14 fevereiro 2019

3 livros de moda: para alavancar o estilo

Ter um estilo bem definido é uma sensação deliciosa! Ele está completamente conectado com o processo de autoconhecimento e nada mais é do que saber se vestir de uma forma particular, que respeita o corpo, os sentimentos e o momento de cada pessoa.
Ter um estilo bem definido significa: estar consciente de si mesmo, ter uma personalidade forte e gastar menos. Não é uma maravilha?

Num mundo perfeito nos vestiríamos de uma forma mais ousada, muito seguros de nós mesmos e seríamos muuuito mais felizes, mas esse processo nem sempre é fácil assim, certo?

MINHA HISTÓRIA
Na adolescência eu fui uma garota super segura, me vestia de um jeito um pouco diferente e não ligava para a opinião dos outros. Era libertador! Eu estava sempre criando coisas extraordinárias e os meus amigos me viam sempre como uma pessoa criativa, interessante e viajada. Eu amava.

Com a minha entrada no mercado de trabalho, senti que precisava me adequar um pouco mais e perdi um pouco da minha originalidade. Quer saber? Perdi muito com isso. Chegou um momento que eu não me reconhecia mais. Junto com as roupas, foram-se minhas ideias criativas, minha forma de agir original e muitas outras coisas que eu valorizava em mim mesma.

Hoje ainda estou à procura daquele Lígia ousada, que tinha segurança do que queria e que não tinha medo de errar - não porque fazia tudo certo, mas porque sabia cair e levantar. Sinto que estou chegando lá, mas é um processo.

Essa minha história é só para ilustrar o quanto o nosso "figurino" participa do nosso personagem. O quanto levanta e derruba. Por isso considero o estilo como algo essencial para vencer as batalhas da vida. Estilo é autoconhecimento, estilo é saber usar a sua "armadura" do dia a dia a seu favor, para que ela nunca pese, só te faça voar.

3 LIVROS, 3 ESTILOS
Pensando nisso, vou dividir aqui com vocês três livros que abordam a importância do estilo e como chegar até ele. Os livros foram escritos por mulheres completamente diferentes, vou falar um pouquinho de cada para que vocês possam decidir qual se encaixa mais com a natureza de vocês, embora todos os livros funcionem para todos os estilos.

1. O LIVRO NEGRO DO ESTILO (Nina Garcia)
A Nina é editora da moda da Marie Claire americana. Ela é colombiana, mas mora em Nova York. O livro não aprofunda muito em nenhum assunto, por outro lado, dá uma visão geral sobre a moda. É cheio de dicas, frases de efeito (eu adoro!!), tem entrevistas com estilistas e passa um pouco pela música, cinema e outras artes.

2. MODA INTUITIVA (Cris Guerra)
A Cris criou o primeiro blog de looks do dia do Brasil - ela é brasileira. Hoje o blog dela é muito mais que isso e foi mais para a àrea de comportamento. O que eu amo no livro dela (o meu é a primeira versão, já tem uma mais nova), é que o começo tem uma pegada meio motivacional (me julguem!) e o texto é muito muito bom! A única coisa que eu não amei - mas não desvaloriza o conteúdo - é que os looks das imagens (que são todas dela) ficaram antiquados... afinal, a moda passa!

3. A PARISIENSE (Inês de la Fressange)
A ex-modelo francesa é considerada um dos maiores ícones de estilo da França, e o style dela é mesmo bem à la francesa. Esse livro deveria ter o título: como parecer rica com peças básicas (hehehe). Brincadeiras à parte, o conteúdo é basicamente esse: looks minimalistas, peças clássicas, roupas de corte impecável. Simples mas super chic. Para nós, brasieliros, pode faltar ousadia, cor e animação, mas todo mundo sabe que um bom estilo começa pelos básicos.


06 fevereiro 2019

Sua próxima IT Bag é artesanal. Conheça a beaded bag

Dá para imaginar? A IT Bag do momento não leva uma logo estampada, não é feita de couro e não foi criada por uma marca famosa. Na verdade, ela foi desenhada por uma marca britânica pouco conhecida, é artesanal e feita completamente à mão. Tem mais: pode ser feita por você mesma.

O modelo da bolsa do momento tem inspiração no anos 1970, época em que o movimento hippie estava no auge e as peças artesanais (muitas vezes com acabamento duvidoso) eram as queridinhas desse grupo.

Chamada de "beaded bag", a bolsa de continhas é praticamente um tipo de bijuteria. O entrelaçado das bolinhas com fios de nylon pode ser considerado um trabalho simples de se fazer, garantindo que qualquer ser humano, com um pouco de atenção e dedicação, poça produzir a sua.

O que torna essa peça especial, é o fato de que ela só pode ser produzida manualmente, garantindo assim, o toque artesanal.

O modelo que deu início à essa tendência foi a "Antonia", da marca britânica Shrimps. A bolsa foi lançada na primavera/verão 2017 e aos poucos foi ganhando adeptos do mundo fashion. Logo em seguida, a marca americana Susan Alexandra despontou com suas bolsas divertidas também produzidas em continhas.

Em um momento no qual:
1. Estamos repensando o custo dos produtos fabricados em série;
2. Assistimos os perigos da extinção do trabalho artesanal
- essa bolsa parece ser um aviso de que uma revolução está por vir.






11 janeiro 2019

1 Peça, 3 looks: Casaco de Oncinha da Zara

NOVO PROJETO NO AR!!
Que rufem os tambores!!!

Sim! Um novo ano pede novos projetos, certo?

Eu tenho pensado muito sobre a moda, sobre tudo o que já estudei nessa vida e como eu gosto de falar de uma moda mais positiva. Afinal, comprar, comprar e comprar nunca trouxe felicidade para ninguém, não é mesmo? A gente não pode resumir a moda à cor do ano e à produtos do momento (abusinho daquelas listas "must have" - quem foi que disse que eu "temos que ter" tal ou tal produto? Quem decide somos nós!!)

Desta forma, 2019 será marcado por um pensamento de moda mais otimista, isso inclui: sustentabilidade, consumo consciente, autoestima, moda X identidade, estilo... e mais um bocado de coisas boas que o ato de vestir pode nos trazer.

Estou começando com esse projeto que vai aparecer por aqui todas as sextas-feiras.

SEXTAS-FEIRAS!!! SEXTAS-FEIRAS!!!! SEXTAS-FEIRAS!!! SEXTAS-FEIRAS!!!!

A primeira coisa para um guarda-roupa produtivo e um consumo sustentável e consciente está em fazer um bom aproveitamento do que temos no guarda roupa. Por isso decidi fazer esse projeto de mostrar como uma mesma peça funciona diferentemente em diversos looks. Comecei com esse casaco de onça da Zara que eu adoro. Outras peças virão toda sexta-feira. Nosso encontro está marcado. Se tiver alguma sugestão, é só mandar! ;*

CASACO ONÇA - Zara

LOOK 1:
T-shirt básica - Diveded
Calça jeans - Dicolanni Denim
Bolsa - Arezzo
Sandália - Schutz

LOOK 2:
Macaquinho - Zara
Bolsa - Michael Kors
Sandália - Schutz

LOOK 3:
Broche - Acessórios
Saia - Litt'
Levem em consideração que o vídeo é super caseiro. Amador messsmo! E é para ser assim. Nada de super produção, afinal, a gente precisa de dicas para a vida como ela é!

Quero agradecer a ajuda super especial da Mari! Ela põe a mão na massa por aqui ajudando na produção, gravação e edição (e no que mais a gente inventar). Mari, obrigada por acreditar!!


09 janeiro 2019

Procura-se o novo: três vias de acesso para uma moda autêntica

Capa Vogue (dezembro, 1960)






A indústria da moda está cada vez mais rápida, mais dinâmica, mais tecnológica, mais democrática e mais... mais do mesmo. Não digo que deixaram de existir pessoas criativas ou marcas interessantes. Longe disso! Mas com o trem do tempo batendo na porta dos estilistas entrelaçados num sistema que exige coleções que se renovam cada vez mais rápido (algumas marcas já estão lançando coleções semanalmente), não é de se estranhar que a criatividade tenha passado a ser um valor descartável.

Até que ponto “mais” pode ser melhor, quando parece que estamos comprando sempre as mesmas coisas?  Os mesmos tipos de tecido ganham todas as vitrines porque são mais baratos ou mais fáceis de costurar em escala. Os mesmos modelos são copiados e recopiados à exaustão para que todos possam ter a artigo do momento. Modelagens cada vez mais secas e  peças cada vez menores, são as queridinhas da estação, faça frio ou calor, afinal, quem quer pagar por uma saia longa godê que leva mais de três metros de tecido?

Em tempos em que o minimalismo e a sustentabilidade são palavras de ordem,  ainda acho que estamos economizando da forma errada.

Pagar menos em mais peças sem caimento ou acabamento, está longe de ser a solução, entretanto, é isso o que fast fashions e muitas marcas estão nos propondo. Não é à toa que continuamos com a velha sensação de ter um guarda-roupa sobrecarregado de peças que não encantam.


Como fugir dessa armadilha que nos cerca por todos os lados e se exibe em todas (ou praticamente todas) as vitrines?

Pensando numa escapatória mágica desse “mais do mesmo”, criei uma trilha que simpatiza com os reais valores do minimalismo e da sustentabilidade. Para entrar nesse caminho, é preciso nadar contra a corrente e fugir dos atalhos por onde anda a multidão. Mas não é nos caminhos secretos onde se encontra o tesouro?

Para isso, separei aqui três vias de acesso para um guarda-roupa mais interessante, criativo e encantado, reservadas somente para aqueles que estão à procura de um “novo” que seja novo de verdade.



1.     Compre de marcas autorais e pequenos produtores

Eu diria que a primeira atitude para começar a consumir moda de uma forma mais inteligente e autêntica, seria olhar para as marcas que não estão no shopping: novos estilistas, marcas autorais, produtos sustentáveis. Olhar para pequenos empreendedores locais deixou de ser uma questão simplesmente “ecológica” e de pessoas corretas. É também uma questão de achar o diferente. É nas pequenas marcas onde o novo se encontra.


2.     Se proponha a gastar mais numa única peça

De que adianta comprar diversas roupas num único mês e no final acabar com aquele mesmo guarda-roupa sem graça? Peças fluidas (aquela que faz um movimento mágico quando você anda), tecidos com bom caimento e  costura de qualidade, geralmente custam mais caro. Trabalhos manuais que fazem toda a diferença, também. Mas são essas peças que vão brilhar na hora de montar o seu look. Aproveite faça valer cada centavo das suas roupas repetindo-as com criatividade.


3.     Faça você mesmo

Nada pode ser mais novo, único e autêntico do que um item produzido por você mesmo. E nem sempre é preciso fabricar uma roupa do zero. Basta um broche numa lapela, um lenço amarrado como cinto, um casaco que vira blusa, uma blusa que vira saia, uma camisa que ganha um bordado ou uma pintura. Não precisa ser super ousado, não precisa ser a revolução fashion do ano... basta ser do seu jeito.