17 março 2020

Meu look: Chemise rosé e bolsa Catarina Mina


Adoro peças únicas (vestido, chemise, macacão), acho descomplicadas e perfeitas para aqueles dias de pressa que exigem uma visão prática do guarda-roupa.
Elas são completas! A gente adiciona alguns acessórios e pronto.
Dessa vez sai de casa toda florzinha, num look monocromático. Como o rosé é um dos meus tons favoritos, foi fácil encontrar peças para coordenar.
Nos cabelos, uma tiara e tchan: os cabelos estão arrumados.
Mais fácil e práticos, impossível.




16 março 2020

Frase da Semana: Fútil? Não.

Toda segunda-feira será dia de frases de moda por aqui.
Essa está no livro "Conferências escritas por Christian Dior para a Sorbonne, 1955-1957", com autoria do próprio C.Dior
#moda #frases #modainteligente #modaacademica #ChristianDior #Dior

12 março 2020

Cintos de corrente estão de volta - e você vai se apaixonar

Quem aí já usou um cinto de corrente na vida? A moda que foi utilizada na década de 1990 logo depois foi condenada pela comunidade fashionista e vista como "brega" (como acontece com toda trend que perde a validade).

Mas como a moda também ama ver a gente queimando a língua (quem foi que não condenou as pochetes? E cá estão elas como símbolo da galera descolada e cool), lá vem a tendência dos cintos de corrente de novo. Pois é!

Acredito que num primeiro momento a novidade causará estranheza, mas assim como os tênis esportivos ganharam o amor daquelas que disseram "não desço do salto", as correntinhas penduradas na cintura, em breve, devem conquistar muitos adeptos.




Mas antes que você se sinta uma vítima da moda, deixa eu te contar: a tendência foi lançada por, nada mais, nada menos, que Chanel, a marca ícone da elegância.

Embora também tenha aparecido em outros desfiles, como no do britânico Alexander McQueen e nas passarelas da marca italiana Valentino, os cintos se consolidaram mesmo sob a visão da estilista da Chanel, Virginie Viard.

Longe de uma pegada sensual, Virginie traz o cinto com várias correntes penduradas e com a logo da maison, é empregada de uma forma delicada e com uma pegada extremamente casual, ou seja, todo mundo consegue usar.

A primeira vez que eles apareceram em destaque foi no desfile passado de ready-to-wear, na edição de primavera/verão (que é a estação na qual estamos entrando, ou seja, é tendência para este momento mesmo). Mas a pegada fashion se repetiu no desfile de inverno (que deve chegar nas lojas no meio do ano) e já se instalou no street style através dos trendsetters (aqueles que ousam ser os primeiro a usar uma tendência).


 No street style a gente consegue ter uma uma visão melhor de como a nova tendência pode ser usada no dia a dia. E pasme, o cinto de correntes pode ter uma pegada bem elegante, permeando, inclusive, o ambiente profissional ou eventos noturnos. Vocês já estão começando a gostar deles?
Se você ainda não se apaixonou, aqui está um mood board com dezesseis imagens, e






04 março 2020

A tendências e detalhes do desfile Chanel

Em uma superprodução minimalista em tons de preto e branco (a clássica combinação da marca), o desfile da Chanel abraçou as questões feministas e apostou na liberdade feminina.
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"Libredade", declarou* a designer Virginie Viard (estilista que assumiu a direção criativa da Chanel desde a morte de Karl Lagerfeld) no backstage do desfile. Acredito que essa coleção mostra que Viard encontrou o seu caminho na direção da Chanel.

Diferente de Karl Lagerfeld que era conhecido por ser mais tradicional (embora extremamente criativo e antenado), Virginie apostou numa mulher livre, utilizando a clássica linguagem Chanel em looks confortáveis, jovens e com glamour moderado.

Dentro dessa onda de empoderamento feminino, o tema não parece ser muito criativo. O "girl power" e os questionamentos sobre o papel da mulher na sociedade, virou pauta de praticamente todas as apresentações, desfiles e eventos de moda.

O que a Chanel traz de novidade, é o reforço sobre a empatia, mulheres apoiando outras mulheres, mulheres acreditando e valorizando outras mulheres. Essa mensagem aparece na passarela com as modelos entrando em grupos, umas ao lado das outras, em alguns momentos, inclusive de mãos dadas.
*De acordo com matéria da Vogue UK
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A Chanel foi mais uma das marcas que mergulhou num passado distante para trazer novas inspirações para a coleção de outono/inverno 2020. (veja no post anterior)

INSPIRAÇÃO EDUARDIANA
A época é início do século XX (entre 1900 e 1920), e o lugar, é a Inglaterra. A Era Eduardiana corresponde ao tempo do reinado de Eduardo VII (Edward VII), quando a Inglaterra passou por profundas mudanças sociais.

Embora dê a impressão de que estamos falando de um momento rígido, foi também nesta época que as sufragistas lutaram pelo direito ao voto feminino, e é, portanto, um marco importante para o movimento feminista.

Na moda, o estilo eduardiano é marcado pelas golas super trabalhadas, os fraques  e casacos com o recorte arredondado na barra e os colares próximos ao pescoço com um grande pingente no centro.










02 março 2020

NYFW: uma viagem no tempo através dos desfiles de out/inv 2020


Que muitas marcas inspiram-se no passado para criar as suas coleções, a gente já sabe. Mas no caso da edição de out/inv 2020 da semana de moda de Nova York - que aconteceu entre os dias 06 e 12 de fevereiro de 2020 - os desfilem foram uma verdadeira ode à história da moda, relembrando cores, silhuetas, cortes e estampas de décadas e até séculos passados, incluindo a era medieval, que data o nascimento da moda.

Aqui tem uma seleção das épocas que mais foram marcadas pelos desfiles americanos, com um pouquinho de história de cada um desses momentos.
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Não existe um consenso exato quanto à data em que o sistema da moda surge, mas é certo que ela está entre o final da era medieval e o início da Idade Moderna, entre os séculos XIII e XIV.
Como esse processo se construiu lentamente, podemos dizer o século XV (1600) ainda era também uma fase em que a moda estava nascendo.

As roupas, jóias e acessórios de cabelo, eram cada vez mais importantes para determinar o lugar dos personagens da corte, e todos estavam lutando pelo seu devido espaço, sempre almejando uma escalada social. A moda ainda era restrita aos bem nascidos, mas já tinha o movimento incessante na procura pela novidade.

Ombreiras e mangas bufantes demonstravam poder, enquanto os quadris femininos eram enlarguecidos mostrando o potencial da mulher em ter muitos filhos.

Fora da corte, lutando para conquistar novos territórios ou defendendo a visão religiosa extremista de alguns reis, soldados vestiam suas malhas de metal por baixo de armaduras de ferro e íam à guerra.
Muitos designers usam essas analogias para falar de uma mulher forte e empoderada, tema que vem se espalhando nos desfiles por todo o mundo.
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Chamada de Moda Império ou "Regency Costume", em inglês, essa tendência remete ao início do século XIV e lembra muito os filmes baseados no livros de Jane Austin - "Orgulho e Preconceito", "Razão e Sensibilidade" e "Emma" (que acabou de ser regravado).

Esse tipo de indumentária era típico dos "countrysides" (campo) nos subúrbios da Inglaterra, onde muitos burgueses fizeram grandes riquesas e verdadeiros palácios.

Enquanto os tecidos mais armados como brocados  e tecidos com brilho deviam ser exclusivamente usados pela realeza (garantido por lei!), tecidos mais fluidos foram usados pelos nobres.

Os vestidos tinham muitas camadas, mas lembravam camisolas, que se estendiam até o chão. Tinham um decote com corte quadrado, enquanto a "cintura" era marcada com uma fita, logo abaixo do busto. As cores eram claras, e as estampam, geralmente eram florais delicados.

Fora das casas, o ambiente era úmido, e o piso era de terra, por isso, as botas eram uma unanimidade entre homens e mulheres.

Alguns designers estão usando a releitura desse estilo na tentativa de retomar um olhar mais romântico e artístico, pensado para mulheres que frequentam galerias de arte.
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O militarismo costuma ser um tema sempre recorrente na semana de moda americana.
O estilo militar surge exatamente após os períodos pós-guerra, mas principalmente após a Segunda Guerra Mundial que aconteceu entre 1939 e 1945.

Não foi só uma questão de estilo.

Batalhas de grandes proporções levam os países a passarem por momentos de recessão e pobreza, o que levou a moda para um caminho mais prático e com baixos custos.

As roupas passaram a ser mais utilitárias, com muitos bolsos e botões. Brilhos e quaisquer outros tipos de exageros eram mal vistos, já que qualquer sinal de exuberância era uma verdadeira ofensa, em um momento onde todos deveriam estar evitando custos desnecessários.
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Quem nasceu após as décadas de 1960 e 1970 não consegue ter a real proporção do que foi a revolução da juventude.  Até esse momento da história os adultos ditavam as regras do mundo... e portanto, da moda.

Foi só a partir dos nos anos 60 que os jovens se viram como autores das suas vidas e passaram a revolucionar o mundo com suas visões de mundo.

Na moda, os grandes marcos são:
1. A saia curta, 20cm acima do joelho, criada pela britânica Mary Quant, o novo comprimento dos vestidos, saias e shorts chocou e marcou a década.
2. A cintura marcada, que foi tão importante na década de 50, perde espaço para vestidos tubinhos com corte reto e trapézios.

Para buscar mais referências dessa época, a melhor personagem é a eterna Jackie Kennedy.

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