19 dezembro 2019

O vestido mais vendido da Zara




Você já conhece o vestido da Zara mais famoso em todo o mundo? É esse aí de cima: um modelo midi com gola careca, mangas longas e uma padronagem "poá"(de bolinhas) com fundo branco e bolinhas pretas.
A peça foi um sucesso absoluto no verão europeu, tanto que ganhou até um instagram só para ele. O perfil @hot4thespot , hoje com mais de 26 mil seguidores, se dedica a compartilhar imagens nas quais o "danado"do vestido aparece. Londres, Paris, Nova York... em todo o mundo existe alguém usando o modelito, isso quando não tem várias mulheres dividindo atenções com o mesma padronagem "polka dots" em um só lugar. O modelo parece estar em todo lugar, inclusive num encontro com membros da família real britânica, William e Kate.  Pasme!


 O sucesso do vestido

Mas porquê esse vestido fez tanto sucesso? Você deve estar se perguntando...
1. Em primeiro lugar, o modelo parece ter agradado a Gregos e Troianos. A peça tem uma modelagem básica que funcionou para jovens e mulheres mais maduras; gordas e magras e parece ter uma versatilidade, podendo ser usado de diversas formas.
2. O segundo motivo foi o fato de que empresa conseguiu reagir rápido ao repor as peças que logo se esgotaram das araras.


Porque adoramos nos vestir uns iguais aos outros?

Se você tem esse vestido, talvez se sinta um pouco constrangida ao perceber que a sua peça está em todo lugar. E se você não tem, existem praticamente duas opções: 1. Você se pergunta porque as pessoas se vestem sempre tão iguais ; 2. Você tem vontade de também ter um desses para você e se juntar ao grupo.

A verdade é que, quando compramos uma roupa ou uma marca, na verdade estamos à procura de entrar num clube, numa tribo, ou ser reconhecido dentro de um grupo. Certos tipos de roupas nos qualificam para transitar em ambientes, ou entre certas pessoas, nos qualifica, no sentido de nos emprestar qualidades.

Já a marca, é um selo dessa qualidade, uma garantia de que estamos indo no caminho certo. A marca é um promessa, um ticket de entrada à certos grupos e ambientes. Por isso compramos marcas, além de roupas, produtos e serviços, e por isso nos vestimos de forma parecida.

Por outro lado, não queremos comprar marcas que nos desqualificam, ou que nos colocam frente à frente com um grupo de pessoas que nos parece inferior ou que simplesmente não nos identificamos. Dessa forma, não queremos usar certos tipos de roupas ou marcas.

Além disso, somos levados a pensar que precisamos ter uma personalidade forte e diferenciada, pois somos únicos e especiais, e por isso, não queremos nos vestir como todo mundo.

A realidade é que, sob os nossos ombros pairam um anjinho e um diabinho. Um diz que devemos nos vestir iguais, outro diz que devemos nos vestir diferente... e o resultado do estilo de cada pessoa é um balanço entres o dois, um equilíbrio (que pode pesar mais para um lado ou para o outro) que gera pertencimento à certos grupos e ao mesmo tempo, uma ideia de identidade personalizada.