22 julho 2020

Uma seleção de 24 looks lindos para mulheres com pele escura

Muito se têm falado sobre a importância da moda ser cada vez mais inclusiva. E neste ano (2020) a discussão têm se dado especialmente em torno das pessoas de pele escura.
Embora a grande maioria das marcas hoje trabalhem com esse perfil, ainda existe o que alguns chamam de "síndrome do preto único", que consiste basicamente em ter nas campanhas ou nos desfiles, uma única pessoa de pele escura para "representar" o "grupo".
Em casos como esse, no qual eu NÃO faço parte das pessoas que estão sofrendo com o preconceito, prefiro mais observar do que falar, para que eu possa realmente entender e só então me envolver.

Me considero uma pessoa não racista, mas percebi que esse blog nunca teve uma dica para mulheres com pele escura (chamo assim, porque se o post fosse numa direção contrária, chamaria de "mulheres com peles claras", ou looks para baixinhas, ou looks para mulheres alongadas).

Por isso decidi abrir mais os meus olhos para esse público e descobri que tem muita coisa linda para mostrar. Fiz um compilado de 24 looks nesse moodboard especial que eu espero que se torne cada vez mais natural.







17 junho 2020

Saldo de verão 2020 da Zara começa hoje

Quem é cliente assídua da Zara, sabe que a loja tem saldos para ninguém botar defeito! Eu imagino que com o isolamento social causado pela pandemia do Corona Vírus, o saldo deste semestre seja ainda mais interessante, já que a marca deve ter tido uma queda abrupta nas vendas e a coleção promete estar bem encalhada. Bom para nós!
O saldo das lojas do Brasil começam hoje, dia 17, às 20hs, pelo site. E amanhã, dia 18 (quinta-feira), nas lojas físicas.
No site já dá para ver todas as peças que entram na promo já com os valores menores. Os descontos são de 30% a 40%.
Gosto de lembrar que na Zara o saldo tem descontos progressivos... ao longo do tempo as peças vão ficando mais baratas, mas as peças mais interessantes acabam logo, claro!
De toda forma, se uma peça não deu para o seu bolso agora, espera um pouquinho e pesquisa de novo, que pode ser que ela ainda esteja lá com um preço muito mais baixo.

Fiz aqui uma seleção das peças do saldo que chamaram a minha atenção.
Entre as tendências que ainda estão chegando, estão:
1. Mangas bufantes
2. Conjuntinhos
3. Ombreiras
4. Trabalhos manuais (ou que parecem, né?), como bordados, rendas, bicos, richelieu e guipirs.





15 junho 2020

O "New Look" e o consumo pós-pandemia





Embora uma Guerra Mundial não possa ser equiparada à pandemia que vivemos hoje, o “New Look” de Christian Dior, criado no pós-guerra, pode falar muito do que podemos esperar quando o mundo começar a voltar ao normal.
.
Em fevereiro de 1947 a nova coleção de Alta Costura de Christian Dior causou fervor. Fazia 2 anos que a II Guerra Mundial havia terminado e a Europa ainda estava se recuperando economicamente.
.
Nas ruas, o estilo utilitário dominava. As roupas priorizavam o conforto e a praticidade, sendo produzidas com pouco tecido e muitos bolsos.
.
A coleção Corolle lançada por Dior rompeu completamente com esse padrão trazendo uma saia extremamente volumosa, ombros caídos e cintura marcada por espartilho, revisitando o estilo vitoriano do séc. XIV.
.
A nova silhueta trazia de volta o otimismo, o glamour e o romantismo.  Exibiu o desejo das pessoas em consumir uma moda mais alegre e mais sofisticada, tentando deixar no passado os tempos de sofrimento e recessão. O sucesso da nova proposta fincou o estilo por toda a década de 1950 em praticamente todo o ocidente.



Frase de Moda: a própria beleza


09 junho 2020

En Couleurs: loja francesa marca a volta às compras com explosão de cores alegres e otimismo


Numa onda de otimismo em contraste aos tristes dias de isolamento social vivido pelo mundo por conta da pandemia instalada pelo coronavírus, a loja francesa Le Bon Marché Rive Gauche lançou a exposição "En Couleurs" com um vitrinismo marcado por cores vivas e design moderno.

A Le Bon Marché Rive Gauche foi a primeira loja de departamentos do mundo. Inaugurada em 1852 em Paris, por iniciativa de Aristide Boucicaut e sua esposa Marguerite. Ambos eram a favor de "um novo tipo de loja que emocionaria todos os sentidos".

Seguindo seu propósito, a loja convida os seus clientes a verem uma vida mais colorida com uma explosão de nuances alegres de verão (no hemisfério norte o verão se inicia no dia 21 de junho). 

Conheça mais a loja no instagram oficial @lebonmarcherivegauche.




Além de adesivar escadas rolantes e outros espaços comuns, a exposição conta também com o vitrinismo das marcas convidando-as a explorar produtos com paleta em tons vibrantes como o pink, o amarelo e o verde limão.





03 junho 2020

Vitrinismo: Louis Vuitton espalha arco-íris pelo mundo


Vitrine da loja Champs-Élysées, em Paris


Com uma visão otimista e delicada, a marca francesa Louis Vuitton espalhou arco-íris pelos mundo com o seu "The Rainbow Project" (O Projeto Arco-íris).
Funcionários e seus filhos foram convidados a desenhar as suas versões de arco-íris e essas imagens foram parar nas lojas de todos os continentes em formato de adesivos gigantes aplicados às vidraças das vitrines ou em telas animadas. Esse é novo vitrinismo da Louis Vuitton: "um símbolo de esperança e de embarque em uma nova aventura após a tempestade", de acordo com a assessoria de imprensa da marca.
Em cada cidade foram utilizados os desenhos produzidos nessas localidades, o que significa que em cada loja os desenhos são diferentes. O que une todas as imagens é a forma colorida dos arco-íris.


VITRINISMO ARTÍSTICO
Desde o início dos anos 2000 a Louis Vuitton assumiu esse envolvimento com a arte e a arquitetura nas suas lojas como característica essencial do seu branding. Os propósitos da marca são:
1. Transformar esplendidamente a experiência do consumidor e compartilhar a paixão da marca por belos objetos;
2. Levar aos espaços públicos vivências extraordinárias e uma nova dimensão através do vitrinismo.

Olha só como ficaram as vitrines das principais lojas:

Painel luminoso na principal loja da marca, situada na Av. Champs-Élysées, em Paris 




Frankfurt



Madri

Milão


Roma

Suiça

Vienna



29 maio 2020

É o fim das temporadas de moda? Um ritmo mais lento deve ser implementado por grandes marcas

Desfile Dior prêt-à-porter primavera/verão 2020


Já faz muito tempo que as temporadas de moda vem sendo questionadas e estes são algunas dos motivos:
1. As semanas de moda assumiram uma velocidade que os designers têm dificuldade de acompanhar;
2. As roupas estão se tornando descartáveis cada vez mais cedo;
3. Produzir seis desfiles por ano passou a ter um custo inviável para muitas empresas;
4. Quando as coleções desfiladas chegam às vitrines, o fast fashion já copiou as tendências e elas já se tornaram "velhas".

UMA BREVE HISTÓRIA DAS SEMANAS DE MODA
Os desfiles de moda começaram no século XIX (cerca de 1850), em Paris. O estilista Charles Worth abriu a primeira Maison e para alavancar a venda de suas roupas, definiu que deveria haver duas temporadas, acompanhando as mudanças das estações - primavera/verão e outono/inverno. Nesta época só existia a Alta Costura e nos desfiles estavam as clientes de Worth.

Os desfiles de moda como conhecemos hoje, com as Fashion Weeks de cada país, surgiram em 1943, em Nova York, e naquela época tinha o nome de "Press Week". Foi a primeira vez que se uniu diversas marcas e estilistas para desfilarem todos numa mesma época, com o objetivo de divulgar a moda americana à imprensa internacional e conseguir mais visibilidade numa época em que Paris estava inacessível por conta da II Guerra. Neste momento a moda ready-to-wear (pronto para vestir) já estava instalada.

Durante muito tempo os desfiles eram fechados para a imprensa e revendedores. Nas passarelas estavam as peças piloto, e era a partir dali que surgiam os pedidos dos produtos que ainda seriam fabricados e chegariam às vitrines cerca de seis meses depois. Nas revistas de moda, a imprensa (que também estava nos desfiles) exibiam com antecedência o que seria usado na próxima estação. Tudo era feito para gerar expectativa e garantir boas vendas.

Com a chegada da televisão, os desfiles passaram a ser exibidos ao público em geral. Com a internet essa velocidade tornou-se ainda maior, e os desfiles tornaram-se o que hoje chamamos de "fashion shows. Já não se tratava mais de mostrar peças piloto, mas de uma estratégia de marketing que envolvia toda a atmosfera do desfile, com grandes produções cinematográficas. Com a chegada das fast fashions criando coleções à velocidade da luz, as duas temporadas já não davam mais conta de acompanhar o novo ritmo da moda, e assim chegaram as coleções resort/cruise e pre-fall (pré-outono),  e separou o feminino do masculino. Num total, cada grande marca hoje faz de seis à oito desfiles por ano.

O custo dos desfiles tornou-se inviável até paras as marcas mais bem conceituadas do mundo, e hoje muitos designer questionam essa sazonalidade tão desenfreada da moda.

Como será o futuro da moda, ninguém ousa prever, afinal, as semanas de moda geram muito resultado de divulgação e tornaram-se excelente ferramentas de marketing. Mas o certo é que elas devem diminuir em quantidade. Algumas marcas já estão desfilando feminino/masculino juntos, como é o caso da Gucci.

CARTA DE ALESSANDRO MICHELE - designer da Gucci


Considerado hoje um dos principais nomes criativos - na minha opinião, o principal - Alessandro Michele, estilista da Gucci, anunciou mudanças radicais no calendário de lançamentos da marca e que vai deixar de pensar em temporadas e redefinir seus desfiles. 
“Abandonarei o ritual desgastado das sazonalidades e shows para montar uma nova cadência, mais próxima do meu meio de me expressar. Nos reuniremos apenas duas vezes por ano, para compartilhar os capítulos de uma nova história. Capítulos irregulares, alegres e absolutamente livres, que serão escritos combinando regras e gêneros, alimentando-se de novos espaços, códigos linguísticos e plataformas de comunicação”
Se outros designer assumirem a mesma postura, isso significa que as principais temporadas devem permanecer, mas as meia-estações serão dispensadas. Isso tornará a moda mais durável, as roupas e outros produtos ficarão menos descartáveis e isso, com certeza desenvolverá um mundo mais sustentável. Acredito que no fundo esse é o espírito do tempo da nossa geração, todos estão desejando um ritmo de vida menos acelerado no qual possamos desfrutar melhor cada momento e cada produto consumido.


22 maio 2020

Moschino une moda e arte em uma coleção inspirada em Pablo Picasso


Começaram a aparecer as primeiras imagens da campanha da coleção primavera/verão 2020 da Moschinho, no Instagram, e elas são deslumbrantes. Jeremy Scott fez uma bela junção entre moda e arte.

Picasso foi a inspiracional obsessão do designer Jeremy Scott para criar esta coleção. Em entrevista para a Vogue UK ele  contou que entrou no universo cubista e surrealista do artista espanhol devorando livros e documentários em uma total imersão no universo do artista espanhol.

O resultado é uma extravagante, artística e colorida coleção, com modelagens exageradas que dão novas proporções para o corpo feminino.

Entre as referências que remetem à Pablo Picasso, estão as touradas, os azulejos espanhóis, o mediterrâneo, paleta de cores vívidas e o abandono da simetria.









01 abril 2020

5 filmes para entender o mundo da moda


Quando a gente se apaixona pela foto de uma modelo em um desfile ou pela foto de um look de street style, o que estamos vendo, na verdade, é só o ponto final de uma loooonga história.

Mas, para enxergar DE VERDADE, todo o conteúdo que está por trás de uma dessas imagens, é preciso ter uma visão muito mais profunda, interessada e com conhecimento de causa.

Primeiro, é importante conhecer a cadeia de moda por completo; depois, entender os contextos históricos que se revelam através da vestimenta; também ser capaz de captar os detalhes e riquezas que estão por trás da produção de luxo; assim como captar também os efeitos e o preço das peças que são produzidas em da em massa; e por fim (mas não menos importante), compreender a essência mágica que envolve a comunicação, o conceito e o design.

Por isso, vou dividir aqui com vocês cinco filmes/séries/documentários que eu considero verdadeiras aulas de Moda. Cada um deles causou uma diferente "explosão" de ideias e informações na minha cabeça. JUNTOS,  eles são ainda mais poderosos.

1. The September Issue

O documentário exibe os bastidores da maior publicação de moda do mundo - A Vogue USA - durante a produção de edição de setembro, considerada a mais importante do ano.
A visão conceitual das coleções, as escolhas de modelos, os estilos fotográficos e como esse mundo imagético é criado para depois entrar de forma inconsciente no imaginário das pessoas.
Aqui você terá uma versão mais realista do filme "O Diabo veste Prada", e ver imagens reais das principais figuras da revista, entre elas, Anna Wintour, a editora chefe da revista até hoje.






2. Mr. Selfridges

O seriado (que está no Netflix) mostra o nascimento da Selfridge's, um imensa e luxuosa loja de departamento de Londres (que existe até hoje). A visão grandiosa do Mr. Selfridge exibe o nascimento do consumo como conhecemos nos dias de hoje. Mistura moda, cultura, comportamento do consumidor e o lugar da mulher na sociedade.
A loja abre suas portas no ano de 1910 e no desenrolar das histórias é possível acompanhar o nascimento do vitrinismo, dos desfiles de moda, das roupas prontas para comprar (até então só se comprava tecidos e aviamentos, e cada um costurava, ou pagava uma costureira para fazer suas roupas).
Indico que você veja com os olhos bem atentos para cada detalhe. É enriquecedor!





3. Dior and I

O documentário que conta a história da chegada do designer Raf Simons na Dior como diretor criativo da Maison Francesa, abre as portas da marca de Alta Costura e exibe todos os detalhes ricos e extravagantes do mais alto padrão da moda.
É uma aula sobre imagem da marca (branding), processos criativos, produção de conceitos, processos artesanais e mais um milhão de coisas que nem sempre estão ditas, mas estão à um foco do olhar.
Se você quer entender o universo da Alta Costura e a produção de moda no nível mais próximo da arte, esse é um bom começo.





4. The true Cost

Nem só de imagens estéticas é feita a moda. Por trás de editoriais de moda extravagantes, desfiles estonteantes e lojas impressionantes, existe uma cadeia pressionada para produzir cada vez mais e melhor, pelos menores preços possíveis (ou impossíveis?)

O documentário e movimento chamado 'The True Cost" denuncia a dura, feia e cruel realidade da indústria moda que a imprensa insiste em não mostrar. Graças à internet, esse filme chegou ao mundo inteiro, mostrando o que está lá na outra desse universo.

Ele não faz da moda em si, uma vilã, mas propõe uma reflexão acerca do consumo em massa, da baixo custo das peças e da velocidade do consumo.

Acredito ser um conhecimento básico para quem quer trabalhar com moda.




5. Diana Vreeland: the eye has to travel

Você já ouviu falar de Diana Vreeland? Ela é um dos ícone de moda mais importantes do mundo. Muita gente não a conhece, porque ela é... digamos assim, vintage.

A editora ficou famosa por seu olhar extravagante e extrema autenticidade. Era uma workaholic (e uma mãe ausente), com uma visão moderna e artística. E o trabalho dela aconteceu numa época (entre as décadas de  1950 e 1970) em que a moda se tornou uma das mais poderosas ferramentas de revolução cultural.
Fico arrepiada cada vez que vejo esse trailer. O vídeo como um todo, é uma verdadeira inspiração para todas as áreas da moda.

17 março 2020

Meu look: Chemise rosé e bolsa Catarina Mina


Adoro peças únicas (vestido, chemise, macacão), acho descomplicadas e perfeitas para aqueles dias de pressa que exigem uma visão prática do guarda-roupa.
Elas são completas! A gente adiciona alguns acessórios e pronto.
Dessa vez sai de casa toda florzinha, num look monocromático. Como o rosé é um dos meus tons favoritos, foi fácil encontrar peças para coordenar.
Nos cabelos, uma tiara e tchan: os cabelos estão arrumados.
Mais fácil e práticos, impossível.




16 março 2020

Frase da Semana: Fútil? Não.

Toda segunda-feira será dia de frases de moda por aqui.
Essa está no livro "Conferências escritas por Christian Dior para a Sorbonne, 1955-1957", com autoria do próprio C.Dior
#moda #frases #modainteligente #modaacademica #ChristianDior #Dior

12 março 2020

Cintos de corrente estão de volta - e você vai se apaixonar

Quem aí já usou um cinto de corrente na vida? A moda que foi utilizada na década de 1990 logo depois foi condenada pela comunidade fashionista e vista como "brega" (como acontece com toda trend que perde a validade).

Mas como a moda também ama ver a gente queimando a língua (quem foi que não condenou as pochetes? E cá estão elas como símbolo da galera descolada e cool), lá vem a tendência dos cintos de corrente de novo. Pois é!

Acredito que num primeiro momento a novidade causará estranheza, mas assim como os tênis esportivos ganharam o amor daquelas que disseram "não desço do salto", as correntinhas penduradas na cintura, em breve, devem conquistar muitos adeptos.




Mas antes que você se sinta uma vítima da moda, deixa eu te contar: a tendência foi lançada por, nada mais, nada menos, que Chanel, a marca ícone da elegância.

Embora também tenha aparecido em outros desfiles, como no do britânico Alexander McQueen e nas passarelas da marca italiana Valentino, os cintos se consolidaram mesmo sob a visão da estilista da Chanel, Virginie Viard.

Longe de uma pegada sensual, Virginie traz o cinto com várias correntes penduradas e com a logo da maison, é empregada de uma forma delicada e com uma pegada extremamente casual, ou seja, todo mundo consegue usar.

A primeira vez que eles apareceram em destaque foi no desfile passado de ready-to-wear, na edição de primavera/verão (que é a estação na qual estamos entrando, ou seja, é tendência para este momento mesmo). Mas a pegada fashion se repetiu no desfile de inverno (que deve chegar nas lojas no meio do ano) e já se instalou no street style através dos trendsetters (aqueles que ousam ser os primeiro a usar uma tendência).


 No street style a gente consegue ter uma uma visão melhor de como a nova tendência pode ser usada no dia a dia. E pasme, o cinto de correntes pode ter uma pegada bem elegante, permeando, inclusive, o ambiente profissional ou eventos noturnos. Vocês já estão começando a gostar deles?
Se você ainda não se apaixonou, aqui está um mood board com dezesseis imagens, e






04 março 2020

A tendências e detalhes do desfile Chanel

Em uma superprodução minimalista em tons de preto e branco (a clássica combinação da marca), o desfile da Chanel abraçou as questões feministas e apostou na liberdade feminina.
_

"Libredade", declarou* a designer Virginie Viard (estilista que assumiu a direção criativa da Chanel desde a morte de Karl Lagerfeld) no backstage do desfile. Acredito que essa coleção mostra que Viard encontrou o seu caminho na direção da Chanel.

Diferente de Karl Lagerfeld que era conhecido por ser mais tradicional (embora extremamente criativo e antenado), Virginie apostou numa mulher livre, utilizando a clássica linguagem Chanel em looks confortáveis, jovens e com glamour moderado.

Dentro dessa onda de empoderamento feminino, o tema não parece ser muito criativo. O "girl power" e os questionamentos sobre o papel da mulher na sociedade, virou pauta de praticamente todas as apresentações, desfiles e eventos de moda.

O que a Chanel traz de novidade, é o reforço sobre a empatia, mulheres apoiando outras mulheres, mulheres acreditando e valorizando outras mulheres. Essa mensagem aparece na passarela com as modelos entrando em grupos, umas ao lado das outras, em alguns momentos, inclusive de mãos dadas.
*De acordo com matéria da Vogue UK
_


A Chanel foi mais uma das marcas que mergulhou num passado distante para trazer novas inspirações para a coleção de outono/inverno 2020. (veja no post anterior)

INSPIRAÇÃO EDUARDIANA
A época é início do século XX (entre 1900 e 1920), e o lugar, é a Inglaterra. A Era Eduardiana corresponde ao tempo do reinado de Eduardo VII (Edward VII), quando a Inglaterra passou por profundas mudanças sociais.

Embora dê a impressão de que estamos falando de um momento rígido, foi também nesta época que as sufragistas lutaram pelo direito ao voto feminino, e é, portanto, um marco importante para o movimento feminista.

Na moda, o estilo eduardiano é marcado pelas golas super trabalhadas, os fraques  e casacos com o recorte arredondado na barra e os colares próximos ao pescoço com um grande pingente no centro.